Esforço para melhorar a humanidade

 

Esforço para melhorar a humanidade

Disse um colega português de nascimento e brasileiro de adoção, migrante e descendente da saga dos maiores navegadores oceanautas do século das expansões das fronteiras e limites da civilização europeia, assim gostava de fazer ironia talvez não original, mas foi dele a primeira vez que ouvi o brocado, ou o hai kai, ou o provérbio que diz: A fé é o ponto fracos dos heróis.

O sucesso do gênero masculino em todas as esferas da civilização foi transformado em machismo tóxico e opressão feminista; o que o português quis dizer é que todas vezes que alguém quis melhorar a humanidade foi o início das maiores tragédias para a civilização.

Jesus Cristo, a figura histórica, acabou em guerras, opressão, Santa Inquisição, Cruzadas, fanatismos, milhares de seitas depois da criação do cristianismo do qual nem sequer presenciou ou tomou parte diretamente, nem dele tomou conhecimento, foi espalhado pelos quatro cantos do mundo e atualmente depois de enfrentamento com os muçulmanos, agora é o anátema do criticismo marxista que o definiu como o ópio dos desesperados e pobres de espírito.

Outro salvador da humilhação de uma nação derrotada na primeira guerra mundial, fez a História circunstancial e conjuntural encontrar um ex soldado e artista plástico medíocre e muito bom em oratória e empatia coletiva, o herói que resgatou o orgulho e a economia de uma nação quase conquistou o mundo, com uma força militar e uma tecnologia de outro nível deu para a Alemanha um lugar privilegiado mesmo arrastando sobre si a maior de todas as tragédias humanitárias, elegendo o genocídio como argumento para forjar a coesão ideológica de uma nação levando ao êxtase nacionalista durante seis anos de glória pelos braços de seu líder sanguinário Hitler.

Stalin do outro lado ergueu uma nação asiática para o industrialismo tardio e destruiu oitenta por cento das forças militares nazistas, e perdeu mais de vinte e cinco milhões de homens e mulheres para esmagar um mal e levantar outro chamado comunismo com seus Gulags, e campos de trabalhos forçados para a reeducação socialista, espalhando suas hostes de guerrilheiros par implementar a solidariedade compulsória entre os trabalhadores, camponeses e destruindo os burgueses, para que a felicidade fosse obrigatória coletiva e coletivizada, então, as boas e melhores intenções de Marx construíram uma ideologia que construiu as utopias de igualdade na enorme China de Mao Tse Dong, Chou En Lay, Fidel Castro, Noriega, Kim Jon Un, Bross Tito, todos acreditando dar a humanidade o melhor sistema mais justo de governo e socialmente justo e correto.

Foram 998 anos de teocentrismo cristão que durante a Idade Média a igreja cristã conduziu as almas de toda a Europa tudo em nome de Deus que era o tudo, o ser humano era o nada, tudo era para a Deus, tudo era sem cores, o canto era monofônico, os prazeres e a cultura eram proibidos, havia apenas duas classes ou estamentos sociais, os servos e os senhores feudais, então todo o teocentrismo e a tradição cristã resultou na idade das trevas daquela prisão de alma e de corpos dentro do totalitarismo do fanatismo religioso da igreja católica medieval.

O grande Alexandre que levou a Macedônia aos seus melhores momentos na História acabou com o império e civilização mais intelectual que existiu na História, a civilização helênica que sob Atenas revolucionou a filosofia e criou o hábito de pensar fora da religião, mitos e tradições, construindo a primeira metafísica e as bases da hierarquia e domínio da lógica e heurística, construindo todas as corrente possíveis de se imaginar no arcabouço polimórfico do pensamento epistemológico, ontológico e dialético. Ao fim, mesmo tendo inventado a democracia sucumbiu em suas próprias e sábias contradições de seus três principais príncipes da deontologia e principiologia e respectivamente alunos e professores um do outro, Sócrates, Platão e Aristóteles, sepultaram os mitos, e a tradição e criaram o mito do assassinato pelo cancelamento de ideias com a morte decretada para Sócrates, por corrupção das mentes jovens com o seu niilismo cínico.

Parece toda vez que queira salvar a humanidade concorre para um desastre maior do que a situação que se quer resolver.

A longa lista dos salvadores da humanidade termina sempre em mais catástrofe simplesmente porque nada há a ser salvo, ou perfeccionado, ou melhorado, ou redimido, isto a salvação e do progresso da humanidade não passa de um mito auto justificável, assim como o céu e o inferno, nunca existiram.

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