O caminho mais fácil

O caminho mais fácil

Entre a corrente filosófica da Grécia antiga conhecida como estoicismo e a outra corrente filosófica da mesma Grécia conhecida pelo nome de hedonismo, existe uma escolha entre custo e benefício, entre esforço e imediatismo.

Sabemos que o ser humano vive duas espécies de agonias existenciais, a mais conhecida pelas celebridades que nos deixaram cedo demais, como Michael Jackson, ou Winehouse, todos mortos de excesso e exaustão de necessidades mais do que supridas e atendidas onde a pirâmide de Mashlow foi completada com sucesso e pela completude das necessidades básicas saciadas, então o supérfluo que nunca pode ser plenamente satisfeito a cada novo desejo atendido, um novo desejo de desejo aparece, essa ansiedade de nunca ver todos os desejos saciados em sua máxima intensidade e velocidade, o imediatismo gera o medo de nunca poder garantir perpetuamente todo o fluxo de recursos de modo infinito, então o tempo para usufruir de tudo que está disponível, e a instantaneidade do prazer, tudo nos deixa dependentes de mais satisfação, logo o desejo de desejo gera depressão e a sensação de vazio.

De outra parte, a ausência e a carência dos recursos para a satisfação das necessidades mais básicas, e o desejo de possuir aquilo que os abastados estão usufruindo pode levar à busca exaustiva de satisfação ou a frustração de desejos que não podem ser assistidos, levando ao desânimo e à apatia, então, a deserção e a falta de condições para a satisfação mínima dos desejos são os piores conselheiros, que no limite podem conduzir à medidas desesperadas e fantasiosas.

A falta de alternativas viáveis para a conquista da realização dos desejos básicos é uma tentação para a busca dos atalhos fáceis e sugestões de oportunistas que manipulam as mentes e desejos para os desvios dos únicos caminhos que deram resultados excetuando as condições intransponíveis materialmente que violam as limitações de tempo, espaço e materiais.

Facilmente as pessoas em situação de carência e sem tempo e os recursos materiais começam a acreditar nas soluções mágicas e o perigo então de sedução pelos manipuladores de esperança transformam as expectativas em medidas desesperadas e que mesmo terminando em tragédia acabam se tornando as alternativas últimas dos desesperados.

O repertório do desespero inclui a religião dos fanáticos que prometem um paraíso invisível e desconhecido, ou as fórmulas mágicas de igualdade material que tem levado nações inteiras que para encurtarem o único caminho para o sucesso e a prosperidade que é o trabalho e a produção de bens tangíveis e intangíveis dentro de um sistema de normas acordadas consensualmente na sociedade politicamente organizada, fora destes parâmetros não existe facilidade mágica, nem atalho que outros ainda não tenham trilhado e nem segredos ocultos para o caminho da vida confortável sem os sacrifícios e renúncias para adiamento do prazer que deve suceder ao esforço e a abstinência para acumulação de forças e de recursos. 

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