Nova religião nova

 Nova religião nova

O mundo espera por uma nova religião. Porque precisa de religião justamente quando todas as religiões são criações humanas e nenhuma delas admite essa e outras verdades?

Em primeiro lugar, a religião, a filosofia e a ciência são práticas sociais exclusivamente humanas, todas as outras são compartilhadas pelos animais, como a fidelidade e o amor dos casais de pinguins, de pombos e dos cisnes duram até a morte de um dos membros do casal, não se desfaz e o amor e paixão entre eles é tão forte que pode custar a vida do outro em defesa do casal e filhos.

A organização politica das  abelhas, dos marimbondos, das formigas deixa qualquer organização fordista ou toyotista com inveja tal a rigidez da estrutura que modifica o fenótipo dos membros para excederem as suas competências e a rigidez e monotonia repetitiva das atividades especificadas para cada categoria de grupos de membros, nenhuma organização humana se aproxima da perfeição de uma cadeia de comando de um bando de babuínos ou de um cardume de baleias orcas, que podem sofre e aplicar punição ao membro que se comporta fora dos padrões de hierarquia do grupo.

Enfim, os animais tem suas formas de organização politica e administrativa em vários níveis, mas nenhuma espécie animal ou vegetal possui filosofia e religião, algumas espécies possuem conhecimento científico que desafia aos humanos, como os gatos que procuram as ervas certas para algum mal estar e sabem evitar alimentos de acordo com a dieta especial que precisa seguir para restabelecer suas melhores condições de saúde.

Então, qual a melhor forma de religião?

Estamos em uma fase da civilização onde as religiões todas foram contaminadas pela disputa de poder, pela lascívia, pela ganância, pela fama, pela vaidade, pela mentira e principalmente pelo estelionato patrimonial, sexual e moral.

Todas tentam vender a porta de acesso ao mundo espiritual, mas nenhuma das fórmulas religiosas encontrou o controle do acaso e de sucesso espiritual e material.

Então essa percepção do poder no mundo espiritual virou um esquema mental onde forças ocultas e improváveis podem coincidir ou não com a prática certa para obter ou não o resultado pretendido para que um milagre aconteça, caindo no âmbito da regra e princípio já abandonado pela filosofia e Ciências modernas do esquema da causa - efeito.

A religião entrou no campo do positivismo empiricista, no pior sentido do experimentais superficial e sensorial.

O mundo invisível é muito maior e mais estruturado do que tudo aquilo que vemos, segundo o mito da caverna de Platão e da fenomenologia filosófica e da sua contraparte na ciência da Física onde os fenômenos quânticos fogem da ortodoxia da causalidade, são fenômenos atemporais e heterodoxos.

Portanto, não há compromisso com a realidade exposta, o compromisso será com a busca permanente da nova verdade fugidia e mutante porque a única coisa que não muda no universo é a sua constante mudança e a consciência da mudança permanente da nossa percepção da realidade.

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